Sinais particulares

420 págs. – 21,0 x 21,0 cm

Ilustrado

Sinais particulares

SKU: 978-85-87199-35-5
R$60,00Preço
  • autor: CÁSSIO LOREDANO

    2019

  • Caricaturas

    Com graça e perspicácia, notou Millôr Fernandes: “Filho de um oficial da cavalaria, Loderano desde cedo se sentiu obrigado a desmontar o ser humano”. Neste livro, a desmontagem continua – “fisionomias fora de esquadro, modificação violenta da imagem do caricaturado, trazendo
    o de dentro pro de fora”, para continuarmos com análise do Guru do Méier – mas atinge um novo processo. Quase inverso em sua intenção: Cássio Loredano se dedica a montar, para nossos olhos sempre perplexos, as coisas do mundo e, em especial, a realidade brasileira.
          Em 16 de agosto de 2005, O Estado de S. Paulo – mais tradicional entre os jornalões do país – foi para as bancas exibindo uma nova seção, e logo em suas páginas de opinião, as mais sisudas. O espaço – batizado de “Sinais Particulares” pelo então editor-chefe Flávio Pinheiro – trazia a caricatura do primeiro-ministro de Israel. Ariel Sharon nunca antes aparecera tão esvoaçante. No canto alto à direita, a assinatura da obra de arte: Loredano.
          Duas colunas de 9,5 por 14 cm de altura no centro da página 2 – janela de ar renovado e criativo – que nosso artista passou a revezar com Leo Martins, à razão de três ou quatro caricaturas por semana. No início obediente ao formato, logo Loredano bagunçou, no melhor sentido, o coreto.
          Como o ser humano (e não por culpa dele, coitado) às vezes pode ser um tanto achatado na forma, surgiu já em setembro de 2005 um Severino Calcalcanti (quem se lembra dele? Foi, acredite, presidente da Câmara dos Deputados) vermelho e com antenas, igualzinho a um caranguejo do mangue. Vinha na mesma centimetragem quadrada, mas com quatro colunas de largura, 19,5 cm.
          E assim, vivo e com adaptações, o novo espaço cumpriu brilhantemente sua missão no já então combalido jornalismo a tinta e papel. Durante sete anos, o que não é nem foi pouco. Em junho de 2012, tudo terminou com um retrato de Luiza Erundina. Aí, dentro do livro, estão mais de 400 desenhos tirados de um universo de quase mil, abrangendo não só a área da política, como também comentários autorais sobre literatura, esporte, cidade, agenda cultural (música, teatro, cinema, exposições).
    ÁLVARO COSTA E SILVA, O MARECHAL